Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau
Era uma vez, em uma pequena e charmosa aldeia à beira de uma densa floresta, uma doce menininha. Todos a chamavam carinhosamente de Chapeuzinho Vermelho. Esse apelido surgiu porque ela sempre usava uma linda capa vermelha com um capuz macio que sua querida vovó havia lhe dado de presente no seu aniversário.
Certo dia, a mãe de Chapeuzinho Vermelho a chamou na cozinha. O aroma de bolo fresco pairava no ar.
— Minha filha, você pode pegar esta cesta e levar para a sua vovó? — perguntou a mãe, ajeitando as coisas com carinho. — Aí dentro tem pão quentinho, manteiga, bolo e algumas frutas frescas. Ela está se sentindo doente e esses alimentos vão ajudá-la a se recuperar mais rápido. Mas preste bastante atenção: não saia do caminho principal e vá direto para a casa de sua avó, sem parar para falar com nenhum estranho, certo?
— Sim, mamãe. Eu irei direto para lá! — prometeu Chapeuzinho Vermelho, colocando a capa vermelha e segurando a cesta com firmeza.
A avó de Chapeuzinho Vermelho morava a cerca de meia hora de distância, seguindo por uma trilha bonita no coração da floresta. Assim que a menina deu os primeiros passos sob as copas das grandes árvores, uma sombra se moveu. O Lobo surgiu por trás de um tronco antigo de carvalho. Chapeuzinho Vermelho não se assustou; em sua inocência de criança, ela não sabia que lobos podiam ser perigosos.
— Bom dia, Chapeuzinho Vermelho! — disse o lobo, tentando fazer sua voz parecer o mais suave possível.
— Bom dia, Senhor Lobo! — respondeu ela com um sorriso gentil.
— Para onde você vai com tanta pressa nesta bela manhã?
— Estou indo visitar minha vovó. Ela está fraquinha e doente, por isso vou levar esta cesta de presentes.
— Ah, que menina tão bondosa! — exclamou o lobo, com os olhos brilhando de curiosidade. — E o que você tem aí dentro da cesta?
— Tenho pão fresquinho, manteiga, um bolo macio e algumas frutas saborosas!
— Excelente, excelente! E me diga, onde é que sua vovozinha mora? — indagou o lobo, aproximando-se sutilmente.
Chapeuzinho Vermelho, sem desconfiar de nada, explicou exatamente a localização: a pequena casinha branca com telhado de palha, logo após o velho moinho de vento, na clareira onde os três carvalhos crescem juntos.
O lobo caminhou ao lado dela por alguns instantes, observando os raios de sol que passavam pelas folhas das árvores, iluminando o chão da floresta.
— Veja que lindas flores coloridas temos crescendo logo ali adiante — sugeriu o lobo com astúcia. — Por que você não colhe um belo buquê para dar de presente à sua vovó? Tenho certeza de que ela ficaria imensamente feliz em ganhar flores coloridas e perfumadas para alegrar o quarto dela.
Chapeuzinho olhou ao redor. A floresta parecia tão calma e as flores amarelas e azuis dançavam suavemente ao vento. Pensando na alegria de sua avó ao receber as flores, a menina acabou se esquecendo do conselho rígido de sua mãe de seguir direto pelo caminho. Ela deu alguns passos para fora da trilha, agachando-se para colher a primeira flor, e depois outra, adentrando cada vez mais na mata silenciosa.
Enquanto Chapeuzinho Vermelho se distraía entre as flores na parte densa da floresta, o lobo correu o mais rápido que suas patas permitiam direto para a casa da vovó.
Ao chegar lá, ele bateu de leve na porta de madeira: toc, toc, toc.
— Quem é? — perguntou a voz fraca da vovó lá de dentro.
— Sou eu, Chapeuzinho Vermelho — respondeu o lobo, disfarçando a voz para deixá-la fina e doce. — Eu trouxe pão, manteiga, bolo e frutas para a senhora!
— Ah, que maravilha, minha netinha querida! — respondeu a vovó de sua cama. — Empurre bem a porta para entrar, pois eu não tenho forças para me levantar e abrir.
O lobo empurrou a maçaneta, entrou rapidamente na casinha e, antes que a vovó pudesse reagir ao susto, ele a trancou com segurança dentro do grande armário de madeira da sala, planejando voltar para ela mais tarde. Em seguida, ele pegou uma touca e uma camisola da vovó no cabideiro, vestiu-se com elas para se disfarçar e deitou-se na cama, puxando a coberta quente até o nariz.
Um tempo depois, Chapeuzinho Vermelho finalmente chegou à clareira. Ao se aproximar, estranhou ver a porta de madeira encostada, totalmente aberta. Um arrepio leve correu por sua espinha, mas ela afastou o pensamento e entrou com passos lentos na casa.
— Bom dia, vovó! — chamou Chapeuzinho, mas ninguém respondeu. Apenas o som do vento nas cortinas ecoava.
Ela caminhou até o quarto e aproximou-se da cama. A penumbra da janela deixava a figura deitada ali com uma aparência bastante incomum e esquisita.
— Nossa, vovó... que orelhas grandes você tem! — exclamou a menina, confusa.
— É para poder te escutar melhor, minha querida netinha — respondeu o lobo com uma voz abafada.
— E vovó, que olhos grandes você tem!
— É para te enxergar melhor neste quarto escurinho.
— Vovó, que mãos enormes a senhora tem!
— É para poder te abraçar e te sentir melhor! — disse o lobo, ajeitando as mangas da camisola.
— Caramba, vovó! E que boca enorme você tem! — exclamou Chapeuzinho Vermelho, dando um passo para trás.
— É para te comer melhor!!! — gritou o lobo, saltando repentinamente para fora das cobertas.
Chapeuzinho Vermelho, rápida como um relâmpago, conseguiu se esquivar para o lado. O lobo, atrapalhado pelas vestes longas da vovó, tropeçou no tapete de crochê e caiu pesado no chão da cozinha. A menina não perdeu um segundo: correu em direção à porta aberta, gritando por ajuda enquanto corria pela clareira. O lobo se levantou furioso e começou a persegui-la floresta adentro.
Por sorte, um caçador forte da aldeia estava passando pelas redondezas, recolhendo lenha seca. Ao ouvir a gritaria e os pedidos de socorro, ele correu imediatamente em direção ao barulho. Assim que avistou o lobo correndo atrás da menina com a camisola rasgada da vovó, ele exclamou:
— Finalmente te encontrei, lobo traquina!
Como o lobo estava totalmente focado em alcançar Chapeuzinho, ele não percebeu a aproximação do caçador. Com habilidade e rapidez, o caçador lançou uma corda resistente e capturou o lobo, amarrando suas patas com nós firmes para que ele não pudesse escapar.
Chapeuzinho Vermelho parou, respirando arfante, e agradeceu:
— Muito obrigada, Senhor Caçador! Ainda bem que você estava por perto! Mas precisamos salvar minha vovó, o lobo fez algo com ela!
O caçador pressionou o lobo amarrado, que acabou confessando onde tinha escondido a velhinha. Eles correram de volta à cabana e abriram a porta do armário. A vovó saiu lá de dentro, um pouco assustada, mas sã e salva. Ela abraçou forte sua neta, e as duas choraram de alívio.
O caçador e as pessoas da aldeia levaram o lobo para uma região montanhosa e muito distante, garantindo que ele nunca mais pudesse incomodar ninguém.
Mais tarde, saboreando o bolo e as frutas com sua avó e o caçador sob a luz suave do entardecer, Chapeuzinho Vermelho fez uma promessa sincera a si mesma: de agora em diante, ela sempre escutaria com muita atenção os conselhos de sua mãe e nunca mais se desviaria do caminho seguro da floresta. E com o coração tranquilo e protegido, ela pôde finalmente relaxar e ter uma noite de sono calma e cheia de bons sonhos.
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Pra resumir...
Qual é a moral da história da Chapeuzinho Vermelho?
A história ensina a importância de obedecer aos conselhos dos pais, focar no caminho seguro e ser cauteloso ao conversar com estranhos.
O que tem na cesta da Chapeuzinho Vermelho?
Nesta versão, a cesta contém pão caseiro, manteiga, bolo fresco e frutas deliciosas para ajudar a vovó a se recuperar.
Qual a idade recomendada para ler esta história?
Esta versão é recomendada para crianças a partir dos 3 anos, com leitura acompanhada.
