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Cinderela e a Fada do Sono

Por Charles Perrault 7 min 3-8 anos 4.9 (154 avaliações)
Cinderela vive uma vida simples e de muito trabalho na casa de sua madrasta. Com a ajuda da Fada Madrinha, ela vai ao baile real em uma carruagem mágica e usando um sapatinho de cristal. Ela deixa o baile à meia-noite, perdendo um dos sapatinhos. O príncipe encontra o sapatinho e procura por sua dona. Ao provar o sapatinho, Cinderela é reconhecida e inicia uma vida de harmonia e paz ao lado do príncipe.
Ilustração da história: Cinderela e a Fada do Sono

Era uma vez, em um reino cercado por vales floridos e rios serenos, uma jovem chamada Cinderela. Ela tinha um sorriso caloroso que parecia iluminar qualquer ambiente e um coração repleto de paciência e bondade. Cinderela morava em um casarão antigo com sua madrasta e duas irmãs postiças.

Embora Cinderela trabalhasse muito cuidando da casa, ela encontrava alegria nos pequenos detalhes da vida cotidiana. Ela adorava a calmaria da cozinha no final da tarde, o estalar suave da lenha queimando na lareira e a companhia de pequenos camundongos e passarinhos que se reuniam ao seu redor para ouvi-la cantarolar melodias calmas.

Certo dia, um convite oficial do palácio real chegou à casa. O rei estava organizando um grande baile para que o jovem príncipe pudesse conhecer todas as donzelas do reino. As irmãs postiças ficaram agitadas, escolhendo vestidos extravagantes e fitas coloridas, enquanto Cinderela ajudava a passar os tecidos e a arrumar os cabelos delas, mesmo sabendo que não a deixariam ir ao baile.

Quando a carruagem das irmãs partiu em direção ao castelo, a casa mergulhou em um silêncio profundo. Cinderela sentou-se em sua poltrona perto da lareira, sentindo o calor aconchegante do fogo. Ela suspirou baixinho, sentindo um cansaço leve e o desejo de poder, ao menos por uma noite, ver as luzes brilhantes do palácio.

Nesse instante de calmaria, uma luz suave e cintilante, com a cor azulada das estrelas, começou a flutuar pela sala. A luz expandiu-se com delicadeza, revelando a Fada Madrinha de Cinderela. Ela tinha um semblante doce e calmo, como o de uma avó querida.

— Por que está triste, querida menina? — perguntou a Fada Madrinha com uma voz que parecia um sussurro reconfortante do vento.

— Eu gostaria muito de ver o baile, Fada Madrinha — respondeu Cinderela com respeito.

— Pois você irá! — sorriu a Fada. — A bondade do seu coração merece um momento de magia.

Com toques suaves de sua varinha mágica, a Fada transformou uma abóbora redonda do quintal em uma linda carruagem dourada, e os camundongos amigos em cavalos brancos e elegantes. Por fim, tocando o vestido simples de Cinderela, transformou-o em um traje deslumbrante de seda azul que brilhava como a própria Via Láctea. Em seus pés, surgiram sapatinhos de cristal finíssimo, que reluziam suavemente à luz do luar.

— Vá e divirta-se, minha querida — aconselhou a Fada Madrinha. — Mas lembre-se: o feitiço terminará exatamente à meia-noite. Quando os sinos do relógio começarem a bater, todas as coisas voltarão ao seu estado natural. É hora de o corpo e a mente descansarem.

Cinderela agradeceu com um abraço quente e partiu. No palácio, a música era suave e as luzes pareciam estrelas caídas do céu. Ao entrar no salão, todos se calaram diante de sua presença tão serena. O príncipe, ao vê-la, aproximou-se imediatamente e a convidou para uma dança calma. Eles passaram a noite conversando sobre as coisas bonitas do reino, compartilhando risadas e criando uma sintonia pacífica.

Cinderela estava tão feliz que quase perdeu a noção do tempo. De repente, o relógio do palácio começou a soar o primeiro toque da meia-noite. Lembrando-se do conselho da Fada Madrinha, Cinderela despediu-se rapidamente e correu em direção à saída do palácio.

Ao descer as grandes escadarias de mármore sob o luar, um de seus sapatinhos de cristal escorregou de seu pé. Sem tempo para pegá-lo, ela continuou correndo, entrando na carruagem logo antes de o feitiço se desfazer. Quando o último sino bateu, Cinderela estava na estrada da floresta, vestindo novamente suas roupas simples, mas com o coração cheio de recordações mágicas e um dos sapatinhos de cristal guardado com carinho no bolso.

No dia seguinte, o príncipe, que havia guardado o sapatinho de cristal que encontrou na escadaria, anunciou que procuraria a dona daquele calçado tão especial. Ele e seus conselheiros viajaram por todo o reino, testando o sapatinho nos pés de todas as jovens.

Finalmente, chegaram ao casarão antigo de Cinderela. As irmãs postiças tentaram calçar o sapatinho de todas as formas, mas ele era pequeno e delicado demais para elas. O príncipe, então, avistou Cinderela na cozinha.

— Gostaria de provar o sapatinho também? — perguntou ele com gentileza.

Cinderela aproximou-se, sentou-se na cadeira de madeira e deslizou o pé no sapatinho de cristal. Ele coube perfeitamente, ajustando-se com total suavidade. Ela retirou o outro par do bolso, sorrindo docemente. O príncipe reconheceu na mesma hora o olhar sereno e sincero da jovem do baile.

O príncipe convidou Cinderela para morar no palácio, onde ela finalmente teve a vida tranquila e feliz que merecia, cercada por amizade e carinho. Todas as noites, após um dia produtivo e cheio de boas ações, Cinderela deitava-se em seus lençóis macios de algodão e, ouvindo as melodias suaves que vinham dos jardins do castelo, adormecia profundamente, tendo os sonhos mais calmos e felizes do universo.

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Média de 4.9 (154 avaliações)

Pra resumir...

Qual é a moral da história da Cinderela?

A história nos ensina sobre a paciência, a bondade no coração perante as dificuldades e como a gentileza é recompensada.

De que era feito o sapatinho da Cinderela?

O sapatinho era feito de um cristal finíssimo e brilhante, que refletia a luz das estrelas.

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