Cinderela e a Fada do Sono
Era uma vez, em um reino cercado por vales floridos e rios serenos, uma jovem chamada Cinderela. Ela tinha um sorriso caloroso que parecia iluminar qualquer ambiente e um coração repleto de paciência e bondade. Cinderela morava em um casarão antigo com sua madrasta e duas irmãs postiças.
Embora Cinderela trabalhasse muito cuidando da casa, ela encontrava alegria nos pequenos detalhes da vida cotidiana. Ela adorava a calmaria da cozinha no final da tarde, o estalar suave da lenha queimando na lareira e a companhia de pequenos camundongos e passarinhos que se reuniam ao seu redor para ouvi-la cantarolar melodias calmas.
Certo dia, um convite oficial do palácio real chegou à casa. O rei estava organizando um grande baile para que o jovem príncipe pudesse conhecer todas as donzelas do reino. As irmãs postiças ficaram agitadas, escolhendo vestidos extravagantes e fitas coloridas, enquanto Cinderela ajudava a passar os tecidos e a arrumar os cabelos delas, mesmo sabendo que não a deixariam ir ao baile.
Quando a carruagem das irmãs partiu em direção ao castelo, a casa mergulhou em um silêncio profundo. Cinderela sentou-se em sua poltrona perto da lareira, sentindo o calor aconchegante do fogo. Ela suspirou baixinho, sentindo um cansaço leve e o desejo de poder, ao menos por uma noite, ver as luzes brilhantes do palácio.
Nesse instante de calmaria, uma luz suave e cintilante, com a cor azulada das estrelas, começou a flutuar pela sala. A luz expandiu-se com delicadeza, revelando a Fada Madrinha de Cinderela. Ela tinha um semblante doce e calmo, como o de uma avó querida.
— Por que está triste, querida menina? — perguntou a Fada Madrinha com uma voz que parecia um sussurro reconfortante do vento.
— Eu gostaria muito de ver o baile, Fada Madrinha — respondeu Cinderela com respeito.
— Pois você irá! — sorriu a Fada. — A bondade do seu coração merece um momento de magia.
Com toques suaves de sua varinha mágica, a Fada transformou uma abóbora redonda do quintal em uma linda carruagem dourada, e os camundongos amigos em cavalos brancos e elegantes. Por fim, tocando o vestido simples de Cinderela, transformou-o em um traje deslumbrante de seda azul que brilhava como a própria Via Láctea. Em seus pés, surgiram sapatinhos de cristal finíssimo, que reluziam suavemente à luz do luar.
— Vá e divirta-se, minha querida — aconselhou a Fada Madrinha. — Mas lembre-se: o feitiço terminará exatamente à meia-noite. Quando os sinos do relógio começarem a bater, todas as coisas voltarão ao seu estado natural. É hora de o corpo e a mente descansarem.
Cinderela agradeceu com um abraço quente e partiu. No palácio, a música era suave e as luzes pareciam estrelas caídas do céu. Ao entrar no salão, todos se calaram diante de sua presença tão serena. O príncipe, ao vê-la, aproximou-se imediatamente e a convidou para uma dança calma. Eles passaram a noite conversando sobre as coisas bonitas do reino, compartilhando risadas e criando uma sintonia pacífica.
Cinderela estava tão feliz que quase perdeu a noção do tempo. De repente, o relógio do palácio começou a soar o primeiro toque da meia-noite. Lembrando-se do conselho da Fada Madrinha, Cinderela despediu-se rapidamente e correu em direção à saída do palácio.
Ao descer as grandes escadarias de mármore sob o luar, um de seus sapatinhos de cristal escorregou de seu pé. Sem tempo para pegá-lo, ela continuou correndo, entrando na carruagem logo antes de o feitiço se desfazer. Quando o último sino bateu, Cinderela estava na estrada da floresta, vestindo novamente suas roupas simples, mas com o coração cheio de recordações mágicas e um dos sapatinhos de cristal guardado com carinho no bolso.
No dia seguinte, o príncipe, que havia guardado o sapatinho de cristal que encontrou na escadaria, anunciou que procuraria a dona daquele calçado tão especial. Ele e seus conselheiros viajaram por todo o reino, testando o sapatinho nos pés de todas as jovens.
Finalmente, chegaram ao casarão antigo de Cinderela. As irmãs postiças tentaram calçar o sapatinho de todas as formas, mas ele era pequeno e delicado demais para elas. O príncipe, então, avistou Cinderela na cozinha.
— Gostaria de provar o sapatinho também? — perguntou ele com gentileza.
Cinderela aproximou-se, sentou-se na cadeira de madeira e deslizou o pé no sapatinho de cristal. Ele coube perfeitamente, ajustando-se com total suavidade. Ela retirou o outro par do bolso, sorrindo docemente. O príncipe reconheceu na mesma hora o olhar sereno e sincero da jovem do baile.
O príncipe convidou Cinderela para morar no palácio, onde ela finalmente teve a vida tranquila e feliz que merecia, cercada por amizade e carinho. Todas as noites, após um dia produtivo e cheio de boas ações, Cinderela deitava-se em seus lençóis macios de algodão e, ouvindo as melodias suaves que vinham dos jardins do castelo, adormecia profundamente, tendo os sonhos mais calmos e felizes do universo.
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Pra resumir...
Qual é a moral da história da Cinderela?
A história nos ensina sobre a paciência, a bondade no coração perante as dificuldades e como a gentileza é recompensada.
De que era feito o sapatinho da Cinderela?
O sapatinho era feito de um cristal finíssimo e brilhante, que refletia a luz das estrelas.
